Rodolfo Tiengo
Direto da Cidade do cabo
Na primeira vez em que estivemos na Cidade do Cabo, perdemos a oportunidade. Mas após cruzar a África do Sul, dirigindo desde Gauteng até Eastern Cape, não havia como perder a chance de jantar no famoso restaurante Moyo. Enquanto rolava nos telões a vitória da Espanha sobre a Alemanha, pelas semifinais da Copa, provávamos as diferentes iguarias oferecidas pela casa.
Arroz, feijão (não igual ao nosso) e folhas verdes ganham temperos inimagináveis com participação de castanhas, pimenta, entre outros itens. Até o pão servido à mesa tem um gosto especial de ervas. Localizado na vinícola Spier (www.spier.co.za), na colônia européia Stellenbosch – a 50 quilômetros da Cidade do Cabo -, mas também com restaurantes da marca em Joanesburgo e Durban, o lugar consegue proporcionar aos visitantes uma atmosfera sofisticada que agrega um pouco do estilo de vida nômade africano e um cardápio repleto de delícias que te fazem sair de lá mais do que satisfeito.
Ponto de encontro de muitos torcedores que fazem turismo na Cidade do Cabo durante o mundial da Fifa, o Moyo requer dos visitantes reserva antecipada, bem como uma fome daquelas. Se a gula é um pecado capital, no restaurante sul-africano errado mesmo é rejeitar comida. Ir até lá só se for para comer à vontade, quantas vezes a fome permitir, pagando 295 randes por pessoa, o que seria equivalente a R$ 70. O “caro” (entre aspas porque nem é tanto assim em comparação à moeda brasileira) é o que está listado na carta de vinhos. Uma garrafa aqui custa, em média, 200 randes – em outros restaurantes mais comuns geralmente cobra-se a partir de 60 randes por garrafa.
Quem chega logo é convidado a pintar o rosto com arranjos tribais em tinta branca. Em seguida, adentra um enorme recinto integrado por uma tenda e gazebos beduínos (de tribos africanas). A iluminação nas mesas é indireta, com velas, um charme a mais para o ambiente. Fogueiras e o ressôo dos batuques de grupos africanos que se apresentam no palco garantem a imersão total dos clientes.
Para ficar esperando do lado de fora, convidativos sofás. E se está frio, não tem problema. Além de tochas de fogo ardendo em pontos estratégicos do saguão, os garçons ainda disponibilizam cobertores macios para você se cobrir enquanto saboreia os pratos, que estão espalhados por diferentes estações ao redor das mesas e as quais você pode acessar quando quiser – o bufê se encerra às 23 horas.
Há estações exclusivas para saladas, outra para vegetais refogados, para carnes – incluindo carneiro e springbok, peixes e ensopados. E, claro, as sobremesas – entre elas o típico e irrecusável pudim de pão com baunilha ou com Amarula, já que estamos na África do Sul. Na saída, de estômago cheio, os visitantes ainda podem gastar mais alguns randes numa ampla loja de artigos de artesanato, bem como CDs de músicos sul-africanos.
Tags: Moyo, Stellenbosch











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